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Diabetes
Fernanda Rigon Endocrinologista Diabetes Florianópolis
INÍCIO

O diabetes é uma condição em que há excesso de glicose (açúcar) no sangue, causado por falta de produção de insulina ou pela dificuldade de ação desse hormônio no organismo.

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A insulina é produzida pelo pâncreas e tem uma função essencial: levar a glicose para dentro das células, onde ela é usada como fonte de energia. Quando esse processo falha, a glicose se acumula no sangue — e é aí que surgem os riscos do diabetes.

Por que controlar o diabetes é tão importante?

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Manter a glicose sob controle reduz significativamente o risco de complicações a longo prazo, como:

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  • Alterações visuais e cegueira

  • Problemas renais que podem levar à necessidade de hemodiálise

  • Danos nos nervos, com perda de sensibilidade, dor ou formigamento

  • Feridas difíceis de cicatrizar e risco de amputações

  • Doenças cardiovasculares, como infarto e AVC

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Com acompanhamento médico adequado, mudanças no estilo de vida e, quando necessário, uso de medicações, é possível viver bem com diabetes e prevenir suas complicações.

 

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Diabetes Tipo 1

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O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Com isso, o corpo para de produzir insulina completamente.

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Esse tipo de diabetes costuma surgir na infância ou adolescência, mas também pode se manifestar em adultos jovens. Os sintomas aparecem de forma rápida e incluem:

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  • Sede excessiva

  • Urina frequente

  • Fome exagerada

  • Emagrecimento sem causa aparente

  • Fraqueza e cansaço

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O tratamento exige o uso diário de insulina, além de uma rotina de monitoramento da glicose, alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. Com acompanhamento adequado, é possível levar uma vida ativa e saudável.

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Diabetes Tipo 2

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O diabetes tipo 2 é o tipo mais comum e geralmente está relacionado a resistência à insulina — quando o corpo até produz insulina, mas as células têm dificuldade em utilizá-la. Com o tempo, o pâncreas também pode produzir menos insulina.

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Ele costuma surgir em adultos, especialmente após os 40 anos, mas tem sido cada vez mais diagnosticado em pessoas jovens, devido ao estilo de vida moderno.

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Fatores de risco incluem:

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  • Sobrepeso ou obesidade

  • Histórico familiar de diabetes

  • Alimentação inadequada e sedentarismo

  • Pressão alta, colesterol ou triglicerídeos alterados

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Muitas vezes, o tipo 2 se desenvolve de forma silenciosa. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações. O tratamento envolve mudança no estilo de vida, controle do peso e, em muitos casos, uso de medicamentos orais ou injetáveis — como os agonistas de GLP-1 ou insulina.

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Pré-diabetes

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O pré-diabetes é um estado de alerta. Nessa fase, os níveis de glicose estão mais altos do que o normal, mas ainda não o suficiente para caracterizar diabetes.

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É o momento ideal para agir: com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico, é possível reverter o quadro e evitar a progressão para o diabetes tipo 2.

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Fatores de risco e sintomas são semelhantes ao diabetes tipo 2, mas, em muitos casos, o pré-diabetes é assintomático — daí a importância dos exames regulares.

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Resistência Insulínica

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A resistência à insulina é uma condição em que o corpo não responde bem à insulina, dificultando a entrada da glicose nas células. O pâncreas, então, precisa produzir mais insulina para compensar — o que pode levar, com o tempo, ao desenvolvimento de pré-diabetes e diabetes tipo 2.

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Ela está fortemente associada a:

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  • Obesidade abdominal

  • Síndrome dos ovários policísticos (SOP)

  • Histórico familiar de diabetes

  • Estilo de vida sedentário

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A boa notícia é que a resistência insulínica pode ser controlada e até revertida, principalmente com mudanças na alimentação, atividade física regular, perda de peso e, em alguns casos, uso de medicação específica.

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Diabetes Gestacional

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O diabetes gestacional é caracterizado pela elevação dos níveis de glicose no sangue durante a gravidez, mesmo em mulheres que nunca tiveram diabetes antes.

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Essa alteração ocorre porque, na gestação, os hormônios da placenta podem gerar resistência à insulina. Quando o pâncreas não consegue compensar essa resistência, os níveis de glicose aumentam.

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Geralmente não causa sintomas visíveis, por isso o rastreamento com exames de sangue entre a 24ª e 28ª semana de gestação é essencial.

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Se não tratado adequadamente, pode trazer riscos para a mãe e o bebê, como:

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  • Bebê grande para a idade gestacional (macrossomia)

  • Parto prematuro

  • Hipoglicemia neonatal

  • Maior risco futuro de diabetes tipo 2 para mãe e filho

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O tratamento inclui uma alimentação equilibrada, prática de atividade física leve (se liberada pelo obstetra), monitoramento da glicose e, em alguns casos, o uso de insulina.

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Após o parto, a maioria das mulheres volta aos níveis normais de glicose, mas é fundamental manter o acompanhamento — pois existe o risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.

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Fernanda Rigon Endocrinologista Florianópolis Diabetes

Dra. Fernanda Rigon

Médica Endocrinologista

CRM SC 18516 | RQE 14551

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